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MORINGA
Rego tua língua fresca com água de sílabas enquanto pétala de argila um alfabeto sua poroso no barro da palavra. Boca de argila furtiva carregas um deserto na aridez do desejo mas é dentro de ti que brota o silêncio do cacto.
Falo do meu oásis (envenenada miragem) bebes e matas tua sede samaritana suicida saciada.
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